Bitcoin Brasil

O regulador antitruste do Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), está atualmente investigando supostas práticas de monopólio envolvendo seis grandes bancos nacionais que operam no espaço criptográfico, de acordo com um relatório da Reuters relatório.

Bitcoin Brasil

Crescente interesse entre os brasileiros

Nas últimas semanas, o interesse pelo bitcoin vem crescendo rapidamente no Brasil, tanto que atualmente existem mais Brasileiros com uma conta de negociação criptográfica do que aqueles que têm contas de corretagem de ações. O mercado cresceu a ponto de o sonho de homens jovens e as mulheres deveriam deixar seus empregos, na esperança de torná-los grandes e se aposentar com seus ganhos em criptomoedas. Apesar dos sinais positivos, a relação entre as trocas de criptografia e os bancos nunca foi menos tensa do que agora.

O país não regulamentou a compra e venda de criptos, embora seu autoridades fiscais reconhecer seus ganhos como imposto de renda. O governo, porém, vem tomando medidas para aprender mais sobre o setor. No início do mês passado, enviou um investigação às principais bolsas de criptomoedas do país em uma tentativa de aprender mais sobre seus negócios. O documento, que foi assinado pela procuradora Ana Paula Bez Batti, foi elaborado para fazer parte de um dossiê privado que visa “proteger a integridade do sistema financeiro”.

Investigação

De acordo com o relatório da Reuters, o CADE, que atua sob a tutela do Ministério da Justiça (MJ), abriu uma investigação para apurar se os principais bancos do país fecharam contas de corretoras envolvidas no comércio de criptografia.

A investigação, que foi iniciada a pedido do Associação brasileira de Criptomoedas e Blockchain (ABCB) na sequência de reclamações de corretoras, envolve a atuação do Banco Central do Brasil (BCB), Bradesco, Itaú Unibanco, Santander Brasil, Banco Inter e Sicredi.

Em uma tentativa de fazer lobby junto ao governo em torno da regulamentação das criptomoedas, um grupo de entusiastas do blockchain lançou a Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain, chefiada por um ex-presidente do CADE, Fernando Furlan. O grupo de lobby foi criado para liderar projetos em torno da absorção de avanços globais em torno de cryptos e blockchain. O ABCB está em desacordo com os bancos brasileiros há algum tempo. No início de junho, a associação anunciou que reportaria os bancos ao Conselho Brasileiro de Defesa Econômica para verificar a abordagem dos bancos, que considera “abusiva”.

Um trecho da nota de investigação citada pela rede:

“Impor restrições ou mesmo proibir … o acesso de corretoras de cripto-derivativos ao sistema financeiro, o que, na verdade, pode trazer prejuízo para as corretoras.”

Em sua defesa, os bancos alegaram que as contas foram encerradas devido à ausência da documentação exigida ao abrigo das leis nacionais anti-dinheiro (AML).

A Reuters citou especialistas em antitruste que disseram não haver garantia de que os corretores seguirão os procedimentos de AML, dizendo que preferem enfrentar possíveis contestações competitivas em vez de ficarem vulneráveis ​​a sanções bancárias.

“As atividades ilícitas devem ser evitadas e os bancos devem tomar medidas restritivas quando houver indícios de crimes cometidos por seus correntistas. No entanto, não parece razoável que os bancos apliquem medidas restritivas a priori de forma linear a todas as empresas de criptomoeda, sem examinar o nível de conformidade e as medidas antifraude adotadas por corretoras individuais. ”

Comprometido com a Ética

Maior banco do Brasil em ativos, o Banco Central do Brasil, em sua defesa, afirmou estar comprometido com a “ética e o respeito à livre concorrência”. O BCB está envolvido há muito tempo na indústria de blockchain no Brasil. No início deste ano, o banco lançou um novo plataforma blockchain projetado para facilitar a troca de informações entre os reguladores financeiros do país.

O subchefe do departamento de TI do BCB, Aristides Cavalcante, comentou na época:

“Atualmente existe uma troca de informações sobre os processos de autorização, que ainda não são automatizados: o pessoal de uma das instituições entra em contato com as demais por carta ou e-mail. Mesmo as poucas consultas automatizadas por software ainda exigem algum grau de intervenção humana. ”

A nova plataforma, desenvolvida pelo departamento de TI do BCB, se chama ‘Pier’ e vai facilitar a troca de dados entre o BCB, a Comissão de Valores Mobiliários, a Superintendência de Seguros Privados e a Autoridade Nacional de Fundos de Pensão.

Mike Owergreen Administrator
Sorry! The Author has not filled his profile.
follow me